11 de abr de 2011

LAS TORADAS DE MADRID - Crônica

Para tim bum bum.
Bum, para tim bum bum.
“Eu fui às touradas em Madrid...” Quem não conhece? João de Barro, o Braguinha!
 
Deixo o link abaixo pra quem quiser matar saudades. Vai lá, mas volta, ok?

Ou, então, deixa pra ir lá no final. Lá também deixo um link.



Continuando...


Dizem que ir a Madrid sem ver uma tourada é o mesmo que ir a Roma sem ver o Papa.  Bom, eu fui a Roma, não vi o papa e, francamente, não senti falta alguma.  Talvez essa minha falta de apego à religião.  Mas a minha mulher não pode dizer a mesma coisa.  Ainda bem que somos todos diferentes.

Voltando às touradas...  Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. Não sei se concordo com isso, mas no caso das touradas isso é verdadeiro.

Tem aquele clima de festa total, as famílias, os casais, os grupos chegando. Isso tudo combinado com o céu de Madrid que, como vocês sabem, tem aquele azul incrível e uma luz intensa. 



É festiva a apresentação dos toureiros, dos cavalos e cavaleiros (todos, incluindo os cavalos) vestidos (ou adornados) a caráter, desfilando ao som da banda com seus tambores e trompetes seguido pelos aplausos e gritos da platéia. Quando o touro entra na arena é de arrepiar.  São touros jovens e vigorosos.  Eles desfilam bufando raivosos na arena, desconfiados é claro mas, sobretudo, destemidos.

O que se segue, francamente...   É cruel e chocante. Choque de culturas?  Acho que não. Muito mais do que isso. É um jogo desigual e, eu diria, chato, pois o resultado é sempre previsível. Se a gente for apostar, eu coloco as minhas fichas no toureiro. O touro sempre perde. Quando vence, por acidente, vira notícia no mundo inteiro.  Não se pode dizer que é um espetáculo primitivo, pois os requintes de tortura...

As cenas são de puro terror. As lanças entrando pelo couro do animal que passa a jorrar sangue como se fosse uma fonte. O seu dorso vira uma cachoeira. Mas ele não se inibe e luta até não ter mais forças. 
Há quem não agüente.  Vi gente sendo socorrida e levada às pressas para fora da plaza.  Era o calor que estava muito forte...

Confesso que não deu pra ficar muito tempo. Saímos depois do primeiro touro ser abatido com os requintes já mencionados.

Ah sim, não faltaram as gozações.  O toureiro, me pareceu, não soube manejar bem a sua capa e muita  gente gritou “volta pra escola...” Nesse clima a banda voltava a tocar para diminuir o vexame.

Outra coisa curiosa. Quando eu achava que o toureiro tinha feito uma manobra de efeito e eu até ensaiava um olé, ninguém dava importância. Depois o toureiro fazia uma manobra que me parecia medíocre e todo mundo gritava OLÉ ....

Link do video Touradas de Madrid


Walter Tamiozzo
Madrid, 2011

3 comentários:

  1. Olá Walter!
    Que aventura essas touradas!
    Mas o melhor é teu jeito espirituo de contar
    estes dramas culturais.
    Sucesso!
    Guti Fraga.

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  2. Touradas...

    Umas das coisas mais lamentavéis que existe, é sinceremente incompreesível.

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  3. Ola Anonimo... obrigado pelo seu comentario no blog. Voce esqueceu de deixar o seu nome...

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